domingo, 21 de maio de 2017



Toda a poesia é luminosa,
até a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol,
nevoeiro dentro de si.
E o nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se regressar outra vez e outra vez
e outra vez a essas sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade.
Abençoado seja se lá chegar.


(Eugênio de Andrade)


Carregamos pela vida afora
os cheiros dos encontros raros,
dos acontecimentos,
da nossa primeira casa,
do quintal, se houve quintal,
da mãe na cozinha,
dos sonhos quando acordamos.
Se houvesse uma caixa
para guardá-los, seriam
nosso tesouro.
E, então, em dias de saudade
abriríamos nossa caixa
e mergulharíamos
como num túnel do tempo.

(Roseana Murray)

 


Sabe quando já virou um nó cego, daqueles bem difícil de tirar? A vida é assim, aperta daqui e afrouxa de lá. É preciso um meio termo entre apertar e soltar. Se algo é seu, não deixe à desdém, mas também, tenha cuidado, pois um nó cego, é capaz de te impedir de dar um laço. E lembre-se, o que une um ao outro é o laço que tem entre si.

  (Lidiane Guimarães)

sexta-feira, 19 de maio de 2017

domingo, 23 de abril de 2017




 Se trocássemos o hábito de dar palpite na vida dos outros,
 pelo hábito de fazer o bem,
 nós facilmente curaríamos os males do mundo.

(Padre Fábio de Melo)




"O amor acontece no cuidado, no carinho, no afeto. Amor quando é amor percebe silêncio, identifica sorriso e traz aconchego à alma. Amor multiplica, salva e transborda.
Permita-se amar!
Seja leve, o amor não pode ser breve e nem passageiro, tem de ser inteiro, verdadeiro!!!"


(Vitor Ávila)

segunda-feira, 20 de março de 2017



Ela tinha uma liberdade tão grande em sua alma que até as borboletas queriam acompanhá-la. Ela tinha sonhos tão intensos como o céu em tardes de verão. Ela sonhava com alguém que chegasse em casa, visse o seu olhar e soubesse que a coisa que ela mais queria naquele momento era um abraço que curasse as dores. Ela sempre quis tocar o céu e desenhava em seus quadros a mais pura ilustração do seu ser. Ela era mulher. Não. Ela era menina. Ela tinha a menina dos olhos na palma da mão. Ela cantava com os pássaros e iluminava onde passava. Ela era cheia de cor, parecia um arco-íris. Ela queria tomar café no campo num dia de domingo. Ela sonhava sem parar. Ela dormia e acordava com a brisa leve sobre seu rosto. Ela era abençoada, era tão querida. Ela pegava todas as pedras do caminho e colocava em sua bolsa, pesada. Ela gostava de ler livros, tinha a pele macia e sua pele exalava o perfume da paixão. Ela era apaixonada pela vida, ela era feliz e não se perdia por pouco. Ela queria ser espelho da alma de alguém, ela era intensa, ela era doce, no fim das contas, ela levava em seu peito o desejo de ser AMADA. Ela também era caçadora de SONHOS.


 (Vitor Ávila)