terça-feira, 28 de dezembro de 2010
sábado, 25 de dezembro de 2010
Eu vou morar em você
e arreganhar todas as frestas
pra que o tamanho do seu abraço
seja também o da sua entrega.
E a gente vai viver de arredondar palavras,
de deixar traumas pra trás, sobre as calçadas,
de escrever poemas sobre flor
e acordar dizendo:
Bom dia, Marlarida
Bom dia, Girassol
Boa noite, meu amor!
(Marla de Queiroz)


terça-feira, 21 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
É que eu estou tão cansada.
E subitamente sinto vontade de chorar.
Um choro sem tristeza, conformado,
vontade de esvaziar o corpo de tanto,
tanto sentimento.
Já que não era pra ser eterno,
que fosse ao menos o infinito vestido de terno,
bem-sucedido nas ternuras.
Porque há muita vontade de acariciar na flor dos meus dedos.
E todo esse amor desperdiçado.
(Marla de Queiroz)

Intimidade é quando a vida da gente relaxa diante de outra vida e respira macio. Não há porque se defender de coisa alguma nem porque se esforçar para o que quer que seja. O coração pode espalhar os seus brinquedos. Cantar a música que cada instante compõe. Bordar cada encontro com as linhas do seu próprio novelo. Contar as paisagens que vê enquanto cria o caminho. Andar descalço, sem medo de ferir os pés.
(Ana Jácomo)
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Quando ele me beija ao se
despedir pelas manhãs,
remoça meus desejos de chuva
e feriado.
Quando ele me beija
antes do abraço noturno,
tece faíscas de sol
nos meus sonhos.
Quando ele me beija
nas madrugadas acesas de amor
tira dos meus ais uma rima bonitinha e simples
como quem enrosca nos meus cabelos
a florzinha mais singela que se chama:
meu-amor-não-te-abandono-nunca-mais.
(Marla de Queiroz)


Eu passeio por tua estrada quando você não está, porque não quero mais vê-lo ou tocá-lo. Eu passeio por tua casa quando você não está, mas não vasculho tuas gavetas, teus segredos, a intimidade repousada no silêncio dos teus bolsos, dos armários: Contemplo os móveis, os livros, os discos, e tudo o que está exposto... só quero a experiência. Eu passeio por tuas coisas quando você não está, pra aprender com tua casa, tua estrada e o teu mundo a suportar a tua ausência.
(Marla de Queiroz)


terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Esta Balada Que Te Dou
ELA DIZ QUE EU FUI UM CASO MUITO SÉRIO
MAS EU SÓ SEI QUE HÁ ALGO NISSO DE ANORMAL
HAVIA UM TEMPO UM OLHAR
UM SORRISO, UM COMEÇO
MAS AGORA TUDO PERDEU SEU BRILHO
(REFRÃO)
NA MINHA VIDA
SÓ HOUVE UM ABRAÇO COMO O TEU
UM SONHO, UM LIVRO
UMA AVENTURA SEM IGUAL
LINDA, LINDA
ESTA BALADA QUE TE DOU
*
PODEM ATÉ PENSAR QUE EU SOU
UM POUCO TRISTE
MAS NÃO HÁ NISSO MAL
EM SER ASSIM
POIS TUDO FICA,
MESMO QUANDO SE ACABA,
UM ROMANCE, UMA PAIXÃO
OU UM CAMINHO
UM POUCO TRISTE
MAS NÃO HÁ NISSO MAL
EM SER ASSIM
POIS TUDO FICA,
MESMO QUANDO SE ACABA,
UM ROMANCE, UMA PAIXÃO
OU UM CAMINHO
(REFRÃO)
NA MINHA VIDA
SÓ HOUVE UM ABRAÇO COMO O TEU
UM SONHO, UM LIVRO
UMA AVENTURA SEM IGUAL
LINDA, LINDA
ESTA BALADA QUE TE DOU
UM SONHO, UM LIVRO
UMA AVENTURA SEM IGUAL
LINDA, LINDA
ESTA BALADA QUE TE DOU
*
QUIS ESCREVER A MAIS BELA CANÇÃO
QUE HÁ NO MUNDO,
OLHANDO PARA TRÁS
P'RA NOS VER
FOI QUANDO OUVI UMA VOZ
CANTANDO BAIXINHO
ESTA BALADA QUE VINHA
DE LONGE
OLHANDO PARA TRÁS
P'RA NOS VER
FOI QUANDO OUVI UMA VOZ
CANTANDO BAIXINHO
ESTA BALADA QUE VINHA
DE LONGE
(REFRÃO)
NA MINHA VIDA
SÓ HOUVE UM ABRAÇO COMO O TEU
UM SONHO, UM LIVRO
UMA AVENTURA SEM IGUAL
LINDA, LINDA
ESTA BALADA QUE TE DOU ...
SÓ HOUVE UM ABRAÇO COMO O TEU
UM SONHO, UM LIVRO
UMA AVENTURA SEM IGUAL
LINDA, LINDA
ESTA BALADA QUE TE DOU ...
(Armando Gama) Por (Marcelo Costa)
Tão linda... sou chorona mesmo...
"... remexa na memória, na infância, nos sonhos, nas tensões, nos fracassos, nas mágoas, nos delírios mais alucinados, nas esperanças mais descabidas, na fantasia mais desgalopada, nas vontades mais homicidas, no mais aparentemente inconfessável, nas culpas mais terríveis, nos lirismos mais idiotas, na confusão mais generalizada, no fundo do poço sem fundo do inconsciente: é lá que está o seu texto. sobretudo, não se angustie procurando-o: ele vem até você, quando você e ele estiverem prontos."
(Caio Fernando Abreu)
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Onde Deus possa me ouvir Sabe o que eu queria agora, meu bem...? Sair chegar lá fora e encontrar alguém Que não me dissesse nada Não me perguntasse nada também Que me oferecesse um colo ou um ombro Onde eu desaguasse todo desegano Mas a vida anda louca As pessoas andam tristes Meus amigos são amigos de ninguém. Sabe o que eu mais quero agora, meu amor? Morar no interior do meu interior Pra entender porque se agridem Se empurram pro abismo Se debatem, se combatem sem saber Meu amor... Deixa eu chorar até cansar Me leve pra qualquer lugar Aonde Deus possa me ouvir Minha dor... Eu não consigo compreender Eu quero algo pra beber Me deixe aqui pode sair. Adeus... Vander Lee |
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