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sexta-feira, 18 de novembro de 2011





O Tempo!

Quer saber se mudei?
Na realidade eu envelheci um pouco
Nessa rotina de vida, mas continuo só...
Vivo ou sobrevivo com a ausência tua
Entre sombras que assombram meu adormecer...
Quer saber como estou?
Olha pela tua janela a noite escura e fria
E podes me imaginar caminhando na noite
Passando o tempo, porque me é estranho o ser só...
Paradoxalmente, estar só me é agradável agora...
Mudei? Sim, hoje a dor é latente, sem lamentos...
Ah, esqueci... aqui chove sempre
Lá fora e dentro de mim...
Sem sentir chove em meus olhos...

Nada mais posso te contar sobre mim

(Ignez Sparapanni)



Guerreira


Ah! Que me desculpem
os junguianos, freudianos e lancanianos...
Mas, Chico Buarque me entenderia
Nasci com dois pares de asas,
vou aonde eu me levar
Não gosto de nada Raso,
eu quero o mergulho, entrar de roupa e tudo.
Tem coisas que não precisam ser explicadas
Pelo menos para mim.
Gosto de pensar assim:
Se a gente faz o que o coração manda,
lá na frente tudo se explica.
Acho bonito ser gente.
Por isso continuo princesa
Continuo Guerreira.
Continuo na lua
continuo na luta
continuo amando você
.
(Ignez Sparapanni)



quarta-feira, 16 de março de 2011




Venha Devagar...

Deixe que eu entre
para um passeio em seu coração
amorosamente mansa...
Apetece-me fugir para dentro dos teus olhos.
Percorrendo os labirintos do seu ser.
Não deixe que qualquer angústia atinja o meu coração.
Venha devagar..

veja cada vinco do meu rosto é onde
o caminho da angústia se deteve...

Venha devagar...
Pouco a pouco, aloja em meu coração
Não faça que o passado se torne permanente
Toma em suas mãos o meu voo...
me traga o sonho...
Um castelo de areia, é tudo quanto quero
para acostar o meu barco de papel.

mas venha...venha devagar...
e me faça sonhar!

(Ignez Sparapanni)

domingo, 1 de agosto de 2010


Me fiz pedra...

No lugar da carne fiz-me pedra
Deixei de sentir o vento
o tempo
A tua voz já não canta para mim
As tuas palavras não têm sentido
Tudo se perdeu
Tudo é vão
Os olhos negam-se a ver-te
As mãos, a tocar-te
E neste silêncio cheio de palavras
A escuridão abafa o meu sentir
E já não és meu
E já não te pertenço
Como uma geada ao relento
Quebra-se o fio, o destino
E tu perdes-te no momento
Em lamentos de ninguém
Nada tens
Nada és
Já nada vejo
Já nada sinto
Esqueci tudo o que foste
Esqueci quem fui também
Estranho de mim
Em mim morreste... ninguém


Ignez Sparapanni

segunda-feira, 19 de julho de 2010


Alessandra

Um dia
alguns sorrisos
felicitaram e
justificaram a claridade,
muitos abraços configuraram
um doce afeto da humanidade,
muita alegria
contagiou
e transformou tonalidade,
de algumas horas
que eram sorrisos que eram abraços
que eram presentes...
nos mesmos traços.
Um dia
você notou
que existiram
alguns sorrisos,
você sorriu
porque gostou de alguns abraços
que conseguiu
e recebeu
então saia dessa quietude e venha me abraçar...

amo-te

Dedico a você amiga Alessândra de Alcântara

(Ignez Sparapanni/Ig)
codigo de texto
T1990201

É a primeira vez que alguém escreve algo para mim. :)

E eu Amo tanto essa menina... pelo seu caráter... sensibilidade e carisma.
Quero dizer que fiquei muito, mas muito feliz com esse carinho ... que sei, é sincero!

Obrigada Ig... sabes o quanto te amo.

Beijo nessa alma linda...

Alê.