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domingo, 2 de agosto de 2015

 
 
Cuide bem de você. Do que você sente, do que você faz, do que você vê e agrega. Cuide dos seus, avalie a sua importância. Tome conta de si, reajuste – se, pergunte - se. Inclua o necessário, desligue o menos importante. Abra mão quando for preciso. Aumente a beleza do verbo permanecer. Descuidos são nocivos. Ligeirezas arranham.
 
(Priscila Rôde)
 

sábado, 6 de julho de 2013

Foto: Silêncio parado
na linha do tempo:

o ponteiro
adiou abraços,
a palavra
mudou de lado,
o agora
morreu calado.

Alguma vírgula
comeu a língua
dos meus dias
seguintes.

(Priscila Rôde)

Silêncio parado
na linha do tempo:

o ponteiro
adiou abraços,
a palavra
mudou de lado,
o agora
morreu calado.

Alguma vírgula
comeu a língua
dos meus dias
seguintes.

(Priscila Rôde)

domingo, 16 de dezembro de 2012


 
E eu só espero que você me encontre. Que qualquer coisa aparentemente boba e pouca, seja o bastante. Já não entendo um centímetro dessa demora que revira todos os meus dias. 

(Priscila Rôde )
 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012


Vem, encosta tua vida na minha e sente como tudo aqui dentro é mais feliz quando tenho você por perto.

(Priscila Rôde)

domingo, 3 de junho de 2012


E agora, eu só quero que alguma coisa se realize. O mês é novo e eu, nova, quero que a vida se mostre, porque tenho sonhado muito todos os dias. Porque tenho crescido e me machucado. Porque aprendo mesmo quando é tarde e discorro sobre tudo o que me toca, sobre tudo o que há de mais sensível. Então, quero que alguma coisa se realize. E que essa coisa seja muito boa, que ela me dê motivos, profundos, para tanto merecimento. E que eu esteja pronta, mesmo doendo, para me abrir dentro da sua plenitude.

(Priscila Rôde)

sexta-feira, 30 de março de 2012



Acordei, aumentei a alma e vi: tranquilidade é um lugar muito comum cheio de coisas simples e corriqueiras. É ter ao lado uma porção de horas difíceis e continuar servindo - se somente daquilo que lhe (re)forma, cambaleando aqui ou ali, sem motivos. Tranquilidade é ter alguém cuidando do teu velho jardim de sorrisos enquanto você procura uma nova semente. É ter um bom pedaço seu florescendo dentro do outro, uma distância amenizada pelo encontro de dois tempos.

(Priscila Rôde)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011




Já não importa se é cedo ou tarde demais ou quão distantes estamos de um encontro. Importa quem somosonde estamos e porque nos escolhemos.

(Priscila Rôde)

domingo, 20 de novembro de 2011


   


Eu não estou triste.
Só estou fazendo silêncios.
Só estou me recolhendo.
Só estou amanhecendo,
por dentro.

(Priscila Rôde)


         

sexta-feira, 22 de julho de 2011



Oscilo.... É inevitável. Não sei qual é o próximo passo, e quando sei... esqueço. Não lembro de acordar e tem dias que morro e nem percebo. Milhões de emoções me carregam pro teu mundo que jamais coloquei os pés, só os olhos e um coração bem torto. E canso sem ao menos ter levantado da cama. Não sei se fechei a porta nem se o meu cabelo tem o mesmo cheiro de antes. Meu quarto guardou o teu perfume. O teu silêncio ainda descansa sob o meu corpo. Não sei, por que esqueço. Esqueço os cadernos em branco e reescrevo os versos com os dedos pra que ninguém perceba o quanto te sou antes de ser qualquer coisa parecida comigo. Te alcanço com as palavras até onde a minha alma prevalece, até onde o meu rosto desliza no teu verbo presente. Esqueço a letra da música, esqueço os números, as regras. Perco até o prumo, o rumo. Viro um clichê. Uma pura saudade imunda de você. Esqueço e aceito. Não quero te apertar dentro de mim. Te quero com os braços abertos e sorrisos largos. Esquecer é só pra quem sabe lembrar 

- 
esqueci.


(Priscila Rôde)




quinta-feira, 16 de junho de 2011


(...)
Nasci pra absorver a vida enquanto a fonte se mantém inesgotável, não nasci pra transbordar um viver que não é meu. Enquanto ao amor, eu escrevo – o e apago. Navego de volta ao meu ponto de partida. Despida, caminho e vivo num indo e vindo infinito amar você. Que o mar me confie o prazer de pertencer apenas à palavra viva, a vida que vivo e amo enquanto a razão adormece, enquanto o nosso amor padece, enquanto eu finjo escrever o que minha poesia carece: você.

(Priscila Rôde)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Não sei se você sabe


Não sei se você sabe, se você percebe que tudo o que acontece chega a mim num formato só e tem cheiro de amor, de terra molhada, de riso pulando na cama. Cheiro de uma saudade macia que me entrega novas possibilidades poéticas. É que prestando atenção em tudo, emprestando a nossa atenção ao mundo que cada um leva, que cada um inventa, seremos bons frutos das tantas renovações, dos tantos jeitos, das tantas intensidades que moram na mesma vontade de fazer com que tudo alcance a experiência do eterno.

Não sei se você sabe, se você percebe que tudo o que acontece, acontece para quem sabe carregar os ensinamentos do outro no instante em que a tristeza se repete. Que tudo o que acontece, acontece por essa gente que é bordada de sonhos e de tudo o que é muito preciso e precioso. E que a nossa gente, quer sempre tão pouco. Quer a delicadeza dos instantes restantes, quer a oportunidade de ficar pra sempre. Algo que transborda e basta, em grandes e infinitas proporções.

Não sei se você sabe, se você percebe quando não há outro jeito.  Que só assim, de pouco em pouco, com as miudezas entrelaçadas que aprende - se a coragem de ser imenso.

(Priscila Rôde)

sexta-feira, 20 de maio de 2011



É que o coração sente
se você não vem, se você
não me olha nem toca
todas as palavras que criei
pra dizer o quanto te preciso.

Invento um jeito de parar
o teu tempo no meu, um
sorriso que atrase nosso
caminho, um minuto que
já não espera todo o amor
acontecer.

Tento de todas as formas
e arrisco todos os passos
só pra te envolver, te prender
na minha pressa e te fazer durar
na minha história, em cada
segundo que me perco.

É que o coração só sente...
ele sempre sente...

cada verso oculto, cada silêncio.
Cada olhar solto no meu mundo
nasceu pra pousar nos braços
do homem que eu amo.

(Priscila Rôde)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010


[...]
Porque só ele me revira por dentro.
Só ele sabe que o meu melhor talento,
é caber no teu abraço.

(Priscila Rôde)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Revolta





Se precisa mesmo viver comigo, deite fora de mim e não gesticule ilusões. Não tropece nas mentiras, nem costure o nosso futuro num passado qualquer que vivemos. Aceite suas poucas oferendas e mergulhe no meu jardim. Admire as conseqüências e faça um pacto comigo enquanto elogio a sua boca. Não me ofereça tempo para motivos e miseres discussões. Ocupe todo o meu abraço, afaste um pouco a cômoda e se possível, pinte – a. Aquela cor desbotada te irrita e infantiliza o nosso amor enquanto eu te admiro e você exige algo melhor. Não prepare a mesa, nem arrume a casa. Não leve a música que eu gosto, nem coloque flores na cama. Seu falso romantismo me entristece e torna tudo muito exagerado. Não me alerte sobre as horas, provas e bilhetes na porta. Estou ciente de todas as tempestades. Não me ligue antes de chegar. Apareça ou me deixe esperando até dormir de tanto pensar no seu último sorriso. Chegue e seja o melhor que pode ser mesmo que esse seja insuficiente. Seja com todos os seus defeitos e erros que eu ainda consigo perdoar. Seja. Agora se não for tão preciso ocupar todo o meu tempo; acumule seus sonhos, empacote seus planos, embrulhe suas vontades, carregue meu silêncio pelas pontas e comemore a nossa volta - sozinho.

(Priscila Rôde)