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domingo, 11 de agosto de 2024
sexta-feira, 1 de dezembro de 2023
PRECE PARA QUANDO O DIA ABRE OS OLHOS
Que hoje a minha fala seja abraço e a minha escuta acolhimento. Que eu descubra jeitos mais leves de existir. Que, onde quer que eu esteja, esteja também o meu coração.
Que qualquer perigo se desmanche sem tocar a minha vida, de meus amores, de todos os seres. Que nada consiga roubar a poesia dos meus olhos, encolher meu sorriso, macular a minha paz.
Que hoje seja possível sintonizar as frequências mais amorosas e experimentar a alegria da gratidão. Que eu lembre o que é prioridade e seja leal ao que, de verdade, me importa.
Que hoje eu desfrute tanto quanto possível o conforto de um coração bom e tranquilo.
❤️
terça-feira, 28 de novembro de 2023
Eu vim aqui me buscar. E aqui parecia ser longe, muito longe do lugar onde eu estava, o medo costuma ver as distâncias com lente de aumento. Vim aqui me buscar porque a insatisfação me perguntava incontáveis vezes o que eu iria fazer para transformá-la e chegou um momento em que eu não consegui mais lhe dizer simplesmente que eu não sabia. Vim aqui me buscar porque cansei de fazer de conta que eu não tinha nenhuma responsabilidade com relação ao padrão repetitivo da maioria das circunstâncias difíceis que eu vivenciava. Vim aqui me buscar porque a vida se tornou tediosa demais. Opaca demais. Cansativa demais. Encolhida.
Vim aqui me buscar porque, para onde quer que eu olhasse, eu não me encontrava. Porque sentia uma saudade tão grande que chegava a doer e, embora persistisse em acreditar que ela reclamava de outras ausências, a verdade é que o tempo inteirinho ela falava da minha falta de mim. Vim aqui me buscar porque percebi que estava muito distante e que a prioridade era eu me trazer de volta. Isso, se quisesse experimentar contentamento. Se quisesse criar espaço, depois de tanto aperto. Se quisesse sentir o conforto bom da leveza, depois de tanto peso suportado. Se quisesse crescer no amor.
Vim aqui me buscar, com medo e coragem. Com toda a entrega que me era possível. Com a humildade de quem descobre se conhecer menos do que supunha e com o claro propósito de se conhecer mais. Vim aqui me buscar para varrer entulhos. Passar a limpo alguns rascunhos. Resgatar o viço do olhar. Trocar de bem com a vida. Rir com Deus, outra vez. Vim aqui me buscar para não me contentar com a mesmice. Para dizer minhas flores. Para não me surpreender ao me flagrar feliz. Para ser parecida comigo. Para me sentir em casa, de novo.
Vim aqui me buscar. Aqui, no meu coração.
(Ana Jácomo)
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Se você ama, diga que ama. A gente pode sentir que é amado, mas sempre
gosta de ouvir e ouvir e ouvir. É música de qualidade. Tão melodiosa,
que muitas vezes, mesmo sem conseguir externar, sentimos uma vontade
imensa de pedir: diz de novo? Dizer não dói, não arranca pedaço, requer
poucas palavras e pode caber no intervalo entre uma inspiração e outra…
(Ana Jácomo)

terça-feira, 12 de janeiro de 2016
domingo, 2 de agosto de 2015
" A felicidade precisa estar onde nós estamos, não importa quantos
sonhos ainda temos para passar a limpo com as nossas ações. Não importa o
tanto de realizações que ainda podemos concretizar. Não importa quantas
pendências nos aguardam. Ou ela está onde nós estamos ou não está em
lugar nenhum."
(Ana Jácomo)
(Ana Jácomo)
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Uma benção receber amor. Mas quando a
gente dói, a gente precisa saber formas de cuidar da própria dor com o
jeito carinhoso com que gostaríamos de ser cuidados pelos outros, com a
delicadeza com que cuidamos de outras pessoas. A gente precisa se ter,
antes de tudo. O beijo precisa começar em nós.
Ana Jácomo
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Depois de tantas buscas, encontros,
desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o
máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável,
mesmo acessando, vez ou outra, lugares da memória que eu adoraria inacessíveis,
tristezas que não cicatrizaram, padrões que eu ainda não soube transformar,
embora continue me empenhando para conseguir.
(Ana Jácomo)
A
fé é um exercício pra vida inteira. Muitas e muitas vezes, eu me
distancio incrivelmente dela, achando que posso resolver tudo sozinha.
Não é raro nessas ocasiões, na verdade é bastante comum, eu me
atrapalhar toda num turbilhão de emoções que me drenam a energia e o
sorriso. Mas, toda vez que consigo acessá-la, de novo, tudo se modifica e
se amplia na minha paisagem interna. Na fé, eu sou capaz
de me dizer, com amorosa humildade, que grande parte das vezes eu não
sei o que é melhor para mim. Eu não sei, mas Deus sabe. Eu não sei, mas
minha alma sabe. Então, faço o que me cabe e entrego, mesmo quando, por
força do hábito, eu ainda dê uma piscadinha pra Deus e lhe diga: tomara
que as nossas vontades coincidam. Faço o que me cabe e confio que aquilo
que acontecer, seja lá o que for, com certeza será o melhor, mesmo que
algumas vezes, de cara, eu não consiga entender!...
(Ana Jácomo)

(Ana Jácomo)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
A gente sabe que se tocar naquele fio desencapado é choque garantido,
como da última vez,mas a gente toca. A gente sabe que certos adubos são
infalíveis para fazer a nossa dor crescer, mas a gente aduba. A gente
sabe os tons emocionais que desarmonizam a pintura da tela de cada dia,
mas a gente escolhe exatamente esses para pintar, mesmo dispondo de
outros tantos na nossa caixa de lápis de cor. A gente sabe a medida do
tempero e a desmedida, como sabe o sabor resultante de cada uma. Por
histórico, a gente sabe a resposta muito antes de refazer a pergunta,
mas a gente refaz ( ...) Vamos combinar que muitas vezes não há segredo
algum, inimigo algum, interrogação alguma, nenhuma entidade obsessora
além da nossa auto sabotagem. A gente sabe que esticar a corda costuma
encolher o coração, mas a gente estica. A gente sabe que nos trechos de
inverno é necessário se agasalhar, mas a gente se expõe à friagem. A
gente sabe que não pode mudar ninguém, que só podemos promover mudanças
na nossa própria vida, mas a gente age como se esquecesse completamente
dessa percepção tão sincera. A gente lembra os lugares de dor mais aguda
onde já esteve e como foi difícil sair deles, mas, diante de
circunstâncias de cheiro familiar, a gente teima em não aceitar o óbvio,
em não se render ao fluxo, em não respeitar o próprio cansaço."
(Ana Jácomo) In " Armadilhas"

sábado, 17 de agosto de 2013
sexta-feira, 22 de março de 2013
“Porque é isso: quando olha, eu tenho a impressão de que a primavera beijou todos os jardins, pois tudo parece florescer onde os seus olhos descansam. Quando está feliz, eu tenho a impressão de que o mundo inteiro brinca de roda com a sua alegria. Quando está triste, eu tenho a impressão de que todos os passarinhos do planeta estão temporariamente na muda e encolheram seu canto.”
(Ana Jácomo)

segunda-feira, 18 de março de 2013
“Que todo dia ao acordar e deitar pra dormir, ele ouça eu dizer o seu nome baixinho nas minhas preces, e sorria por isso daquele jeito bonito. Que, não importa o tamanho da distância, nunca esqueça que o fato de existir mudou pra sempre a minha vida e que o mundo me pareceu muito mais bacana depois que descobri que existia.”
(Ana Jácomo)
domingo, 30 de dezembro de 2012
“Acho
maravilhoso perceber o quanto algumas vidas interagem com a nossa de um
jeito tão mágico e bonito. Todo encontro que verdadeiramente nos toca é
uma espécie de milagre num mundo de bilhões de seres humanos. Algumas
pessoas a gente nem imaginava que existiam, mas, meu Deus, que agrado
bom é para a alma descobrir que vivem. Que estão por aqui conosco.
Pessoas que fazem muita diferença na nossa jornada, com as quais
trocamos figurinhas raras para o nosso álbum.”
(Ana Jácomo)
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
“Não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.”
(Ana Jácomo)

(No teclado: Clement G. Doss)
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Quero me encantar mais vezes. Admirar mais vezes. Compartilhar mais amor. Dançar com a vida com mais leveza, sem medo de pisarmos nos pés uma da outra. Quero fazer o meu coração arrepiar mais frequentemente de ternura diante de cada beleza revista ou inaugurada. Quero sair por aí de mãos dadas com a criança que me habita, sem tanta pressa. Brincar com ela mais amiúde. Fazer arte. Aprender com Deus a desenhar coisas bonitas no mundo. Colorir a minha vida com os tons mais contentes da minha caixa de lápis de cor. Devolver um brilho maior aos olhos, aos dias, aos sonhos, mesmo àqueles muito antigos, que, apesar do tempo, souberam conservar o seu viço. Quero sintonizar a minha frequência com a música da delicadeza. Do entusiasmo. Da fé. Da generosidade. Das trocas afetivas. Das alegrias que começam a florir dentro da gente.
(Ana Jácomo)

sábado, 15 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Essa saudade, que às vezes faz a alma marejar, de um lugar que não se sabe onde é, mas que existe, é claro que existe. Essa possibilidade de se experimentar a dor, quando a dor chega, com a mesma verdade com que se experimenta a alegria. Essa incapacidade de não se admirar com o encanto grandioso que também mora na sutileza. Essa vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí, porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando, não deixam adormecer a ideia de um mundo que possa acordar sorrindo. Pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida.
Eu até já tentei ser diferente, por medo de doer, mas não tem jeito: só consigo ser igual a mim.
(Ana Jácomo)
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